Esteatose Hepática (Gordura no Fígado):
Sintomas, causas, dieta e tratamento!

Esteatose

Autoria médica: Dr. Sérgio Braga (CRM-BA: 10445)

Revisão técnica: Laís Coelho (CRN: 41763)

Índice - O que você irá encontrar neste conteúdo:

O que você irá encontrar neste conteúdo:

A esteatose hepática, também conhecida como gordura no fígado, pode ser desencadeada por vários fatores. Sendo apontado como o principal deles, a obesidade.

A quantidade de obesos com esteatose hepática chega a 98%, segundo estudos realizados com biopsia hepática¹. Saiba mais sobre essa doença e como tratá-la no artigo abaixo.

O que é Esteatose Hepática?

A esteatose hepática, também conhecida como gordura no fígado ou fígado gorduroso, é caracterizada pelo acúmulo de lipídeos (gordura) nas células do fígado, conhecidas como hepatócitos.

O fígado é invadido por um excesso de glândulas gordurosas e o tecido hepático saudável é substituído parcialmente por tecidos não saudáveis. Nesses fígados, os espaços do órgão e as células são preenchidos por gordura, resultando em um fígado maior e mais pesado.

Esteatose figado

Ilustração compara um fígado saudável com um portador de esteatose hepática (gordura no fígado)

Evolução da Esteatose Hepática

Se for tratada corretamente, a esteatose hepática pode permanecer estável por muitos anos ou até regredir a níveis perto de zero, caso tenha suas causas controladas.

Do contrário, a doença pode avançar para esteato-hepatite. Nesta fase, associa-se à inflamação e morte celular, fibrose (cicatrização) e, ao longo dos anos, há maior chance de progressão para câncer de fígado ou cirrose.

Esteatose Evolução da Esteatose hepática

Ilustração revelando a evolução da esteatose hepática (gordura no fígado) no organismo

Tipos de Esteatose Hepática

A esteatose hepática é classificada ainda em dois grandes grupos:

  • Esteatose Hepática Gordurosa Alcoólica: é causada pelo consumo excessivo e crônico de bebidas alcoólicas.

  • Esteatose Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA): é causada por outros fatores de risco, que será o objetivo principal desse artigo.

Esteatose Hepática leve

A esteatose hepática leve é caracterizada por um pequeno acúmulo de gordura no fígado, mas que não causa inflamação alguma.

Esteatose Hepática moderada

A esteatose hepática moderada é o outro nome dado à esteatose hepática leve, englobando a grau 1 e também a grau 2.

Esteatose Hepática Grau 1

A esteatose hepática grau 1 está dentro da leve ou moderada, com um acúmulo de gordura inofensivo, porém pode ser prejudicial se a gordura permanecer por muito tempo no fígado.

Esteatose Hepática Grau 2

A esteatose hepática grau 2 também possui um acúmulo de gordura moderado, mas a gordura está mais densa do que a do grau 1.

Esteatose Hepática Grau 3

A esteatose hepática grau 3 já tem características mais graves, com um grande acúmulo de gordura no órgão.

O que causa a Esteatose Hepática?

Os fatores de risco ou causas de esteatose hepática não alcoólica podem ser classificados em primários, secundários e doenças ou condições clínicas associadas. Confira:

Primários

  • Sobrepeso (com obesidade central) ou obesidade;
  • Diabetes;
  • Dislipidemia (aumento do colesterol e/ou triglicérides);
  • Hipertensão arterial;

Secundários

  • Toxinas ambientais: produtos químicos;
  • Medicamentos: corticosteróides, amiodarona, estrógenos, tamoxifeno;
  • Esteróides anabolizantes;
  • Cirurgias abdominais: bypass jejuno-ileal, derivações bilio-digestivas;

Doenças que podem ter DHGNA associada

  • Hepatite C;
  • Hipotiroidismo;
  • Síndrome de ovários policísticos;
  • Síndrome de Apneia do sono;
  • Hipogonadismo;
  • Abetalipoproteina, lipodistrofia, deficiência de lípase ácida;

Dentre os principais fatores de risco para a esteatose hepática, podemos citar a obesidade, o diabetes tipo 2, a hiperglicemia (excesso de açúcar no sangue) e a dislipidemia(excesso de gordura).

A obesidade, por sua vez, é responsável por até 60% dos casos de gordura no fígado.²


Quais são os sintomas de Esteatose Hepática?

A esteatose hepática é uma doença silenciosa, sendo assim, a grande maioria dos pacientes não apresenta sinais ou sintomas.

Alguns sintomas começam a ser percebidos quando surgem as primeiras complicações da doença, sendo dor, cansaço, fraqueza e perda de apetite, as principais queixas.

Nos estágios mais avançados de esteato-hepatite, os sintomas mais frequentes são ascite(líquido no abdômen), encefalopatia (doenças no encéfalo), hemorragias, confusão mental, queda no número de plaquetas do sangue e icterícia (pele e olhos amarelados).

Pedro Viana Emagreceu 34kg e reverteu a Esteatose Hepática

Como fazer o diagnóstico de Esteatose Hepática?

Primeiramente é realizado um exame clínico para avaliar a pressão arterial, a palpação do fígado e a circunferência da cintura (a obesidade visceral está frequentemente associada à esteatose hepática).

Exames de sangue também podem ser solicitados com o objetivo de dosar as enzimas do fígado (fosfatase alcalina, ALT, AST e GGT), além de exames metabólicos como dosagem de glicose, colesterol, insulina, hemoglobina glicosilada, triglicérides, colesterol e frações, e exames frequentemente alterados como ferritina, ácido úrico, etc.

O diagnóstico de esteatose hepática já pode ser dado pelo médico através de avaliação da palpação do fígado e confirmado pelo ultrassom de abdômen.

Eventualmente pode ser solicitada uma biópsia do fígado, principalmente em casos que haja dúvida importante sobre a origem do problema.

 

Consequências da Esteatose Hepática

Se não for tratada corretamente, a esteatose hepática pode se agravar e causar câncer de fígado ou cirrose hepática, que por sua vez é irreversível.

Obesidade e esteatose hepática

A obesidade é a maior causa de esteatose hepática, chegando a ser responsável por até 60% dos casos

Isso ocorre porque o tecido adiposo secreta e/ou expressa diversas substâncias bioativas, sendo um órgão endócrino metabolicamente ativo.

Essas substâncias estão envolvidas em processos imunes, neuroendócrinos e metabólicos, principalmente na resistência à insulina e no desenvolvimento de doenças crônicas, incluindo doenças hepáticas, como a esteatose hepática (EH).

Pesquisas científicas mostram que a prevalência de esteatose hepática é diretamente proporcional ao índice de massa corporal (IMC)³.

Isso fica ainda mais evidente em indivíduos com obesidade mórbida, em que a prevalência de esteatose hepática pode chegar a 91%.

Tipos de Esteatose Hepática

Ilustração demonstra um fígado saudável e um com Esteatose Hepática

A Esteatose Hepática tem cura?

A esteatose hepática é uma doença que pode ser controlada ou revertida, desde que as causas do problema sejam tratadas corretamente.

Nos casos originados pela obesidade, o controle ou a reversão são conseguidos através da perda de peso e da mudança de hábitos.

Uso de medicamentos para Esteatose Hepática

São raros os casos em que se torna necessária a introdução de medicamentos. De maneira geral, devem ser tratados pacientes obesos, hiperlipidêmicos e os diabéticos.

O ideal, para indicar quem deve ser tratado com medicações, seria conhecer o aspecto histológico da doença (se apenas esteatose ou associada com inflamação, necrose e formação de septos fibrosos). Porém, na prática, não é indicado de forma rotineira a biópsia hepática.

Além disso, a avaliação dos efeitos do tratamento medicamentoso para gordura no fígado ainda necessita de mais estudos, com maior número de observações controladas.

Cirurgia para Esteatose Hepática

Caso a gordura no fígado não seja tratada de forma adequada, a esteatose hepática pode evoluir para cirrose, chegando em um estágio de falência do órgão. Para esses pacientes pode ser indicado o transplante de fígado.

Prevenção para Esteatose Hepática

Algumas medidas são fundamentais para prevenir o acúmulo de gordura no fígado ou para reverter um quadro esteatose hepática já instalado. Confira:

  • Evite ou consuma com moderação bebidas alcoólicas;

  • Restrinja o consumo de gorduras saturadas e carboidratos refinados. Substitua esses alimentos pelos alimentos integrais, frutas, verduras, azeite de oliva, peixes, etc;

  • Fique atento às medidas de circunferência abdominal, que não devem ultrapassar 102cm nos homens e 88cm nas mulheres;

  • Procure manter o peso dentro dos padrões ideais para a sua idade e altura;

  • Evite dietas radicais e sem orientação, uma vez que podem agravar o quadro;

Como tratar a Esteatose Hepática?

É essencial que haja redução de peso para o tratamento da esteatose hepática. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia, a perda de 10% do peso corporal já contribui para melhorar sensivelmente a esteatose e as alterações metabólicas e hepáticas.

O caminho para um melhor controle ou reversão completa da doença é alinhar um estilo de vida saudável com o emagrecimento natural, sem uso de remédios ou cirurgias.

Perca peso de forma saudável e fique longe da esteatose hepática!

Como vimos, a obesidade possui grande influência sobre o surgimento de esteatose hepática. Sendo assim, para esses pacientes, a perda de peso é fundamental para prevenir essa e outras doenças.

Entretanto, quando o assunto é emagrecimento, as pessoas pensam apenas em praticar algum tipo de atividade física e iniciar uma dieta.

O grande problema é que essa estratégia sozinha não é suficiente para combater a obesidade e suas comorbidades. Isso porque o excesso de peso possui diferentes causas, sendo os fatores psicológicos e emocionais a principal delas.

Nossas escolhas alimentares, o apetite e o comportamento na hora das refeições sofre grande influência do nosso estado emocional.

Por exemplo, diante de sentimentos de ansiedade, frustração e tristeza, as pessoas tendem a comer mais e normalmente tem preferência por alimentos calóricos e pouco nutritivos. Isso pode acabar favorecendo um ciclo vicioso entre comer para reduzir o sofrimento.

Os especialistas da Clínica da Obesidade alegam que pacientes obesos veem prazer na comida como uma forma de compensar seus problemas e sofrimentos.Desta forma, de nada adianta prescrever dietas e exercícios sem um acompanhamento psicológico para descondicionar padrões comportamentais inadequados, bem como reprogramar a mente e o comportamento alimentar.

Tratamento natural resulta em perda de peso rápida e combate a esteatose hepática

Já é cientificamente comprovado que dietas da moda e remédios para emagrecer não são efetivos para a perda de peso, além de prejudicar a saúde. Isso sem contar que eles não cuidam dos fatores emocionais e psicológicos envolvidos com o hábito alimentar.

Desta forma, para alcançar uma perda de peso saudável e se esquivar dos obstáculos que impedem o emagrecimento é essencial um acompanhamento profissional.

A Clínica da Obesidade, por sua vez, oferece todo o suporte necessário para uma perda de peso saudável. Para isso, conta com uma equipe transdisciplinar completa, composta por médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e enfermeiros.

Durante o tratamento, o paciente aprende técnicas de reprogramação mental,autocontrole, autoconhecimento, moldando a mente para hábitos alimentares saudáveis, que serão mantidos para o resto da vida.

Além de garantir uma perda de peso 100% natural, o tratamento ainda atua no controle ou prevenção de diversas doenças crônicas associadas à obesidade, incluindo esteatose hepática, diabetes, câncer, infarto e apneia do sono.

Tudo isso é feito por meio de acompanhamento médico, psicológico e nutricional, exercícios físicos, terapia ocupacional e autoconhecimento. Sem uso de remédios para emagrecer ou cirurgias invasivas!

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Referências:

  1. ANDERSON, T. e GLUUD, C. Liver morphology in morbid obesity: a literature study. Int J Obes v.8,p. 97-106, 1984
  2. SEIXAS, R.B.P.M. Avaliação da esteatose hepática em crianças e adolescentes obesos e com sobrepeso e sua associação com a resistência à insulina. 76f. 2010. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde). Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade de Brasília, Brasília.
  3. SILVA, M.R.A. DHGNA no paciente com obesidade. Sociedade Brasileira de Hepatologia. Disponível em: https://www.sbhepatologia.org.br/pdf/revista_monotematico_hepato.pdf> acesso em: 14.jun.2018.
  4. Conscientização da esteatose hepática. Sociedade Brasileira e Hepatologia e Instituto Brasileiro do Fígado. Disponível em: https://tudosobrefigado.com.br/pdf/CartilhaEsteatoseIbrafigbaixa.pdf> acesso em: 14.jun.2018.5. ARAÚJO, L. M.B, et al, Esteatose hepática em mulheres obesas. Arq Bras Endocrinol Metab., Salvador. v. 42, n.6, p. 456-460, 1998.

Diretor Técnico: Dr. Sérgio Braga – CRM: 10445 – Nº. RQE BA-009.058

2018. Clínica da Obesidade. Todos os direitos reservados.

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