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Aspectos da obesidade no campo social e sua relação com os interesses privados

Um dos mais importantes aspectos a ser observado é a origem, igualmente, social da doença. Esta se inicia no conflito de objetivos, facilmente detectado, existente entre os poderes públicos e os interesses privados – os primeiros, teoricamente, com a obrigação oficial de promover a saúde pública; os objetivos privados, sentindo-se no direito de visar, quase que exclusivamente, ao lucro, a despeito dos malefícios à saúde.

O conhecimento de que a ingestão de biscoitos, refrigerantes, chocolates e fast food – ou seja, produtos alimentícios de alto valor calórico e baixo valor nutritivo – tem sido associada à obesidade já é bastante difundido tanto nos meios acadêmicos quanto entre a população leiga. Mas há uma evidente e proposital negligência com os deter-minantes e efeitos sociais complexos relativos à obesidade e ao obeso.

A “lógica” do livre mercado (na qual as empresas privadas reservam-se o direito de produzir alimentos que podem comprometer a saúde das pessoas) e a não interferência do Estado – que, a princípio, deveria preservar a integridade de seus cidadãos – corrobora as inúmeras consequências nefastas, atualmente evidentes e amplamente comprovadas. No tocante a esse “direito” – que as empresas têm em produzir alimentos altamente calóricos – o “dever”, com o seu corpo e a sua saúde, passa a ser do indivíduo. Em outras palavras, como as empresas são expressões do sistema econômico em vigor, embora, segundo o raciocínio, gerem males, o inimigo escolhido é o estilo de vida, ou seja, “a guerra é interna”, do indivíduo contra si mesmo, contra seus desejos e pela conquista do autocontrole.

Como se não fosse o bastante, esses interesses privados têm investido intensamente, não só na eleição dos componentes dos poderes públicos como, também, em publicidade para vincular suas imagens à promoção da saúde. Chegam, inclusive, a patrocinar entidades científicas ligadas à saúde, provocando, assim, na consciência coletiva, distorções a respeito de seus produtos.

Outro aspecto que devemos observar é que as instituições de saúde, tais como laboratórios, indústrias farmacêuticas, clínicas, hospitais, “consultórios” e planos de saúde, são controladas, em sua maioria, por entidades privadas e não se livram da mesma “filosofia”, preponderante, do lucro. Acrescente-se a isso a necessidade da transdisciplinaridade no tratamento da obesidade, o que onera, sobremaneira, esse tratamento. Para complicar ainda mais, além de exigir um espírito de complementariedade técnica entre os profissionais de saúde (o que depende, também, da difícil compreensão da necessidade da própria transdisciplinaridade no tratamento), essa transdisciplinaridade gera a consequência de uma partilha de “louros da vitória” e, principalmente, de lucros auferidos – tarefas ainda difíceis para o ser humano considerado “normal”.

O obeso, por sua vez, na maioria das vezes, é desinformado, não tendo, também, em muitos casos, condições econômicas de arcar com o elevado custo da complexidade do tratamento. Além disso, mesmo aqueles que detêm planos de saúde não podem contar com o “tratamento da obesidade”. Os planos de saúde não lhes reconhecem esse direito, atendo-se somente ao tratamento, muitas vezes tardio, das comorbidades, sem, efetivamente, combater suas causas, inclusive e principalmente, de forma preventiva. O patético da questão é que esses mesmos planos de saúde são onerados por uma avalanche de segura-dos portadores de comorbidades, com tratamentos caros e índices de crescimento alarmantes. Aparentemente, não percebem a vantagem, inclusive comercial, de tratar, preventivamente, a obesidade. Contudo, mesmo que percebessem, enfrentariam duas dificuldades básicas: a primeira refere-se ao fato de que teriam, por um período, relativamente longo, ainda, de arcar tanto com os novos custos dos tratamentos preventivos como, também, com os atuais custos, consequentes dessa ava-lanche de comorbidades. A segunda consiste no fato de que a maioria dos profissionais de saúde não tem conhecimento, ainda, da forma, completa e decisiva, de como tratar a obesidade, principalmente no sentido preventivo.

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